A realidade é sempre pequena.
Uma caixa de fósforos que nos aperta
E nos deixa entalados.
Sempre com os pés ou as mãos de fora.
De pulsos ou tornozelos trilhados.
Uma caixa de fósforos que nos aperta
E nos deixa entalados.
Sempre com os pés ou as mãos de fora.
E a vida cá dentro de nós a fazer-se.
Em silêncio, constrói a sua teia,
Tão maior e tão mais extraordinária!
O lugar dos infinitos:
Do absurdo e da genialidade.
Aí, Somos todos inteiros,
Num universo absoluto onde
Os peixinhos laranja volteiam
E chegam ao fim do mundo,
Onde um lago é sempre mar.
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