Há dias de desalento cavernoso
A pele enruga-se sob um estertor de frioUm manto branco cobre as ruas
Ou a chuva forte a lavar as vidraças
Lembra o desamparo
A fragilidade de inocentes feridos
O soco vil que não compreendem
E do qual não se sabem desviar
Só quer o pai, a mãe, a sua rotina
Algo que lhe soe a conhecido
E lhe lembre das carícias
Do porto seguro que foi a casa
Sofrem o abandono e a solidão
A traição que vem da mão
Que deveria amparar
A ignomínia abre crateras inconciliáveis
Sofrem o abandono e a solidão
A traição que vem da mão
Que deveria amparar
A ignomínia abre crateras inconciliáveis
A bruteza é sempre sórdida
Fixa-se, encardida, na pele
É surda.
É cobarde.
É mesquinha.
É aviltante.
Nunca perguntes ao pulha se quer ser bom.
O homem - projeto falhado de Deus!
O homem - projeto falhado de Deus!
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