Não te canso de esperar, Amor,
Mesmo se te não espero
Nesta vida gasta e vã
Mesmo se te não espero
Nesta vida gasta e vã
Sinto-te aninhado a meu lado
A ofereceres o peito calado
Numa ausência já prevista
Talvez fosse hora de não esperar
De desesperançar da hora tardia
Conhecer o sabor do dia
De uma manhã que raiou fria
Filha da noite sem calma
Em hora fugidia
Não te canso de esperar, Amor,
Neste inverno que é a vida
Nem em cada despedida
E se o dia se renova
A espera feita treva
Traz esperança luminosa
Nesse nada feito ausência
A correr para o vazio
Vaga a vida como um fio
Não te canso de esperar, Amor,
Nem que leve duas vidas
Num navio encalhado
À espera em qualquer cais
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