Seguidores

terça-feira, 29 de abril de 2025

Dialética

Fala-me da luz dos teus olhos
Do clarão que deles brota
Quando mergulhados na escuridão

Fala-me do canto
Saído da fonte de Parnaso
Cura única para a solidão

Fala-me dos silêncios escolhidos
Pousados sobre um peito
Que se abre à imensidão

Fala-me das ideias mais sublimes
Da beleza que encanta o Ser
Poético e divino

Fala-me do coração aflito
Quando a palavra não chega límpida
E se fecha seco e contrito

Fala-me de tudo e tudo escutarei
Sem reserva e sem pudor
Assim me entregarei

De mim colherás flor
Nesta dialética sadia
De quem faz valer o dia

Sem comentários:

Enviar um comentário