Fala-me da luz dos teus olhos
Do clarão que deles brota
Quando mergulhados na escuridão
Do clarão que deles brota
Quando mergulhados na escuridão
Fala-me do canto
Saído da fonte de Parnaso
Cura única para a solidão
Fala-me dos silêncios escolhidos
Pousados sobre um peito
Que se abre à imensidão
Fala-me das ideias mais sublimes
Da beleza que encanta o Ser
Poético e divino
Fala-me do coração aflito
Quando a palavra não chega límpida
E se fecha seco e contrito
Fala-me de tudo e tudo escutarei
Sem reserva e sem pudor
Assim me entregarei
De mim colherás flor
Nesta dialética sadia
De quem faz valer o dia
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