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sábado, 12 de março de 2022

Crónica de Maus Costumes 269

 Antes da crónica, obriga-me a consciência, a bem da honestidade intelectual e do rigor da análise a retratar-me.

Na semana passada, escrevi que considerava indesculpável a abstenção dos eurodeputados Marisa Matias e José Gusmão, no que concerne ao empréstimo de 1,2 milhões de euros à Ucrânia, pelo que interpretava esse comportamento como uma não condenação velada a Putin. Os factos não foram esses, do que vim a aperceber-me a posteriori. Efetivamente, houve abstenção, mas quando essa aconteceu a guerra ainda não tinha estalado abertamente, pois foi a 14 de fevereiro. O Bloco de Esquerda alega que a abstenção prende-se com os moldes em que a assistência financeira da UE seria feita, por se tratar de um “programa do tipo dos memorandos da Troika”. Logicamente, a abstenção poderá ser eventualmente contestada, mas o paradigma muda por completo. Na verdade, o Bloco de Esquerda condenou, sim, a invasão da Rússia à Ucrânia, em sede de Parlamento Europeu. Deixo o meu pedido de desculpa ao partido e fico, honestamente, satisfeita pelo voto no sentido da condenação. Acrescento ainda que fui incauta. Por cuidados que tenhamos, uma pequena distração pode levar-nos a cometer injustiças. A opinião que emiti foi veiculada pelo DN, que mais tarde desmentiu, e por comentadores da cena política, que movidos por interesses partidários, desvirtuam e manipulam a informação, em nome de interesses pelos quais não me pauto nem subscrevo.

As minhas opiniões são fruto das minhas reflexões, mediante o que vejo, ouço e leio, sem qualquer outro interesse e se há algo que não quero fazer é contribuir para a divulgação da desinformação. Peço desculpa a quem me lê se, porventura, induzi em erro, ainda que inadvertidamente. Feito o mea culpa posso, de consciência limpa, passar à crónica semanal.

 

  Zelensky, o anti-herói

            Hoje, quero homenagear Volodymyr Zelensky, o homem do momento. Aquele de quem esperamos ouvir algumas palavras diariamente e também por quem torcemos e a quem queremos bem e de saúde. O mundo gosta de Zelensky e atreveria a dizer-me que as mulheres gostam mais, porque o presidente é um herói improvável.

            Obviamente, ele não será perfeito, terá os seus pecadilhos, mas granjeia a simpatia e a admiração do mundo pela lição de coragem e de resistência. Lembra-me o General Charles De Gaulle, durante a França ferida e ocupada, depois da cobardia de Pétain. Dos fracos não reza a história, costuma dizer o povo. Porém, neste caso, em poderio militar, o fraco é o ucraniano, mas não tenho dúvida de que o seu nome se inscreverá na história pelos melhores motivos. Ao contrário, Putin será lembrado como um ditador imperialista cruel e desumano, o coveiro dos ucranianos, mas também da Rússia.

            Zelensky tem uma história inusitada. É judeu e três irmãos do seu avô pereceram vítimas do Holocausto, porém, o avô sobreviveu à Segunda Grande Guerra, tendo sido um dos combatentes na infantaria soviética e morreu coronel numa Ucrânia independente. Homem ligado às artes, que frequentou o curso de Direito, mas que escolheu o palco para fazer vida e que a ganhava a arrancar gargalhadas ao público, transferiu a sua personagem de “O Servo do Povo” para a realidade. Neste caso, temos a realidade a imitar a ficção. Tal como a sua personagem, Zelensky torna-se o presidente do país, contra todas as expetativas, sem qualquer experiência política e ganha as eleições por uma maioria incontestável. A sua bandeira de campanha foi a luta contra a corrupção. O cancro que destrói o seu país e também muitos outros.

No entanto, nem tudo são rosas, pelo meio, há algumas contradições… A sua campanha política foi financiada por um oligarca ucraniano, investigado por fraude nos Estados Unidos da América. Já depois de eleito, em 2019, Zelensky é apanhado numa conversa com Trump, em que este o tenta convencer a investigar os negócios de Biden no país de leste e, mais tarde, em 2021, dá-se a revelação do envolvimento de Zelensky nos Panama Papers. Documentos mostram a sua presença numa companhia offshore, que alegadamente foi transferida para um amigo, semanas antes da eleição. Recém-chegado à presidência, dissolveu o parlamento e antecipou as eleições legislativas, ganhas pelo seu partido, ou seja, alcançou o pretendido: uma assembleia que lhe fosse favorável. É responsável por uma reviravolta política e tenta proceder à ocidentalização da Ucrânia. Quer ser membro da União Europeia e até da NATO, se bem que já tenha compreendido que esta organização não reúne condições, pelo menos de momento, de proceder à sua integração, por motivos políticos: tentativa de não acossar Putin. O presidente, apesar da sua origem judaica, é acusado de conivência com o grupo neonazista chamado Batalhão de Azov, para conter os separatistas russos na região de Donetsk e Luganks. Para certas fações políticas posicionadas mais à direita, Zelensky é um homem de esquerda, mas paradoxalmente é acusado de colaboração com neonazis… Vá-se lá perceber onde começa e onde termina a verdade dos factos… Para uns, Zelensky é um fantoche nas mãos do ocidente, especialmente de Biden, a quem atribuem a responsabilidade da guerra, que afirmava querer evitar. Para outros, simplesmente, não aceitou ser fantoche de Putin, nem de alguns oligarcas, ao contrário do Poroshenko (que, apesar de tudo, luta ao lados dos seus concidadãos. Honra lhe seja feita), e pretende fazer evoluir o país apoiado na União Europeia. Inclino-me para esta segunda visão e compreendo-a. Lembro-me perfeitamente do Portugal dos anos oitenta e da luta tão bem travada, há que dizê-lo, do Dr. Mário Soares para a entrada de Portugal na então CEE, em 1986. E se não fosse esse passo político, se hoje não estamos bem, acredito seriamente que estaríamos pior.

Assim, o presidente ucraniano não é impoluto e não estará a salvo de críticas. Não é o herói sem mácula dos contos de fadas, contudo, tem-se revelado um homem de coragem que acompanha o seu povo e que defende o seu país. Poderia ter escolhido colocar-se a salvo, mas preferiu ficar. O mundo em geral e as mulheres em particular gostam de Zelensky, porque ele é um ser humano que erra, mas que está determinado a lutar pelo seu povo e pelo seu país. Lidera pelo exemplo, enquanto nos chegam imagens de um presidente comediante, de um presidente cantor (e canta bem), enfim, de um ser humano de carne e osso que comove. Temos alguém que aprendeu a ter sentido de estado e que transmite confiança. Temos um anti-herói à maneira da boa literatura, porque não está isento de falhas, mas que luta determinadamente, com caráter, não para agredir, mas para se defender, porque os seus olhos não são vazios nem de gelo, mas porque neles lemos a preocupação, a emoção, o receio, a confiança, a determinação e a coragem.

Viva Zelensky! Slava Ukrayini!

 

Nina M.

 

quarta-feira, 9 de março de 2022

Prostração

Há dias de cansaço
Fadiga indolente
Dias como pedras
Maciços duros impenetráveis
Dias de alma parada
Estuprada pelo torpor
Ferida no seu íntimo
Sem facas nem pistolas
Ferida por omissões
Nem atos nem palavras
Longos silêncios paridos
Na estranheza
Dias de cinzas e de lutos
Sempre há lugar para o nojo
Para a solidão que abarca
Num forte amplexo
Com doce melancolia
A dizer que há dias assim
De falha cósmica de energia 

sábado, 5 de março de 2022

Crónica de Maus Costumes 268

 

De coração dilacerado

 

Esta semana não foi fácil. Pesa-nos a guerra. Pesa-nos o sofrimento. Pesa-nos essencialmente o absurdo e a ausência de sentido. Perante isto, a alma enegrece, diminui enrugada pela dor do outro. Poderia ser connosco. Bastaria ter nascido na Ucrânia…

Pensamos no absurdo que nos retira o chão. Nas vidas perdidas, nas que ainda se vão perder. Neste impasse em que um sociopata coloca a Europa. Sinto todos os meus músculos contraírem e um desejo feroz de justiça que reconheço misturado com vingança, que sei não ser um bom sentimento, mas aquela besta desencadeia vontade de lhe causar dor. Ficaria feliz se desaparecesse do mapa.

Putin está descontrolado. Pensaria, talvez, que a invasão e a capitulação do país vizinho fossem ser rápidas. Enganou-se. Os ucranianos têm revelado uma resistência, um sentido patriótico identitário e de defesa da sua liberdade admiráveis, liderados por um comediante que aprendeu a ser um verdadeiro líder, que inspira confiança, dono de um carisma invejável. Assim, de repente, lembrar-me de um líder com tal presença, só me ocorre o Obama, que me deixa saudade… Certo é que o desvario do russo não é bom sinal e o que impede a NATO, os Estados Unidos, a Inglaterra e a França, países que unidos têm uma capacidade nuclear infinitamente superior à da Rússia, de resolverem a questão e de acabarem com o massacre vergonhoso, é o facto de haver um chefe de governo descompensado, cruel o suficiente para levar a cabo a ameaça das armas nucleares. Obviamente, no instante em que o senhor o decidisse fazer, nem ele nem o seu país ficariam intactos. Seriam absolutamente arrasados. No momento em que fosse detetado o lançamento de uma ogiva haveria uma resposta e seria desencadeada uma destruição mútua. Essa é a linha vermelha impensável e que não pode ser ultrapassada! Putin vai brincando e vai pisando alguns limites e o Ocidente mune-se de toda a paciência e vai tentando dissuadi-lo com as sanções económicas que vai agravando. A diferença é que o Ocidente tem o juízo suficiente para saber que há linhas que não podem ser ultrapassadas. Já com Putin, ninguém o garante… Não se coíbe de impor a um país livre e independente a proibição de incorporar a NATO. Putin sabe que se a Ucrânia incorporasse a NATO, nunca teria o atrevimento da invasão, que mais não passa de uma tentativa de anexação, porque não teria poder bélico para aguentar o confronto. De modo que perante a sandice de um louco, os ucranianos vão-se aguentando sozinhos. A ajuda não tem sido suficiente e, no intervalo, o déspota vai arrasando aquele país…

Serve esta crise para que a Europa repense as suas políticas externas, repense a questão da segurança, por não poder ficar refém de gente alucinada. Deve, forçosamente, compreender que a união tem de ser efetiva e não apenas no sentido económico. O impensável aconteceu e apanhou a Europa desprevenida, por acreditar que tudo consegue resolver por via do diálogo. Acontece que com tiranos cruéis não há diálogo possível, porque os valores não são os mesmos. No meio disto, o senhor Putin conseguiu revelar as hesitações, os medos e as respostas tardias da Europa, mas também conseguiu uni-la em relação à invasão que iniciou. Acredito que depois desta crise, a União Europeia não será a mesma e perceberá que terá sido demasiado tolerante em relação aos que desconhecem o significado da Democracia. Não sei se uma intervenção direta na Ucrânia será evitável. Se, efetivamente, Putin conseguir impor a sua força, como reagirá a Europa? Se Putin não respeita e não se orienta pelos valores da Democracia e da Liberdade, pois então que fique a falar sozinho.

Por último, acrescentar que a posição do PCP em relação aos acontecimentos é lamentável e indesculpável. Também não é surpreendente. Como já escrevi algures, é apenas o PCP a ser o PCP! São tão democráticos quanto o senhor Putin, se tivessem oportunidade para isso. Se ficarem votados ao esquecimento, não terei qualquer pena. A mim, nunca me enganaram. Vergonha alheia! O Bloco de esquerda também não escapa, porque os deputados europeus Marisa Matias e José Gusmão, abstiveram-se no que concerne ao empréstimo de 1,2 milhões de euros à Ucrânia! Neste assunto, não se pode ficar em cima do muro, à procura de neutralidade. Interpreto-a como uma não condenação velada ao senhor Putin. Para um partido que gosta de passar a mensagem de liberdade e de humanidade é a maior das hipocrisias! Vergonha alheia também. Assim estão as esquerdas mais radicais deste país. Faço ressalva à sensatez de Rui Tavares do Livre. Pode-se discordar de políticas económicas, sociais e outras, mas sobre este assunto em concreto não pode haver hesitações. Rui Tavares repudiou sem titubear a ação de Putin, tal como deve ser. Seria bom que as esquerdas compreendessem que o país não quer novas ditaduras. Arre diabo!

Presidente Zelensky, que nunca perca a coragem nem a esperança e que os bons ventos da paz voltem rapidamente a soprar favoravelmente sobre as vossas searas e os vossos girassóis.

Slava Ukrayini!

Nina M.

 

sexta-feira, 4 de março de 2022

Girassol

O girassol murchou
Cabisbaixo, agredido,
Ferido

A borboleta pousou
Delicadamente
O beijou

Soube esperar
O pôr do sol
Na pétala escolhida 

Abriu-se o mundo
E a manhã anunciou
Um novo dia

O Girassol é chão
A Borboleta é ar
Os dois são o amor
Por fecundar








quinta-feira, 3 de março de 2022

A Volodymyr Zelensky


Não capitularemos sob a violência
A alma é plena de verdade

Não capitularemos sob ameaça
Prontos a morrer pela liberdade

Não capitularemos sob a arrogância
Defenderemos sempre a nossa casa

Não capitularemos sob o império
Uma borboleta não fica aprisionada

Olharemos longe, as searas ondulantes
Cobertas por um cristalino azul celeste

Sonharemos a nossa pátria amada
As crianças, o futuro e a paz desejada

Mesmo que a crueldade nos consuma
Saberemos resistir com humanidade

Reconstruiremos um país e o seu povo
Depois do mal virá a fraternidade

Daremos uma lição ao mundo inteiro
Ensinar-lhe-emos o sabor da liberdade

Não capitularemos sob a invasão
Sob a guerra em contramão

Não capitularemos sob a guerra
Que perdida é já ganha

Não capitularemos porque
Como árvores morreremos de pé

Não capitularemos...











terça-feira, 1 de março de 2022

Ucrânia

Troam os céus
Pintados a fogo laranja
Fogo de artifício cruel
A ornar a abóbada celeste
Algures, no meio da noite,
A criança segura um girassol
Estremece cada folha
A amparar o grito das bombas
Faça-se o silêncio do respeito
Pelos mortos inocentes
Sangue esvaído a conspurcar a terra
O girassol não se intimida
Ilumina a negritude do Homem
No meio do caos no meio dos tanques
No meio das bombas no meio dos destroços
Ergue-se o girassol, dia de amanhã...

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Crónica de Maus Costumes 267

 A ignomínia de uma guerra

                Lemos, vemos e ouvimos, não podemos ignorar, diria Sophia de Mello Breyner Andresen e nenhum ser humano, por certo, ignora a situação que a Europa, particularmente, a Ucrânia, enfrenta.

            Não sou politóloga nem diplomata, sou apenas uma cidadã portuguesa e europeia, que não consegue ficar indiferente ao conflito e ao sofrimento dos ucranianos e, já agora, dos russos também. Convém, antes de mais, distinguir o povo russo do ditador sociopata tresloucado, Vladimir Putin. Sinto respeito e admiração pelos milhares de russos que foram capazes de se solidarizar com os vizinhos ucranianos, sofrendo a repressão imposta pelo seu governo, nas manifestações que ocorreram em várias cidades, fazendo com que muitos tivessem sido aprisionados. Uma tomada de posição absolutamente corajosa e que nos faz sentir que talvez possa existir uma esperança para aquele país, caso o ex-KGB desapareça do cenário político e surja um líder como o povo mereceria. O povo russo é também sofredor. Tem suportado os desmandos sucessivos dos lunáticos que crescem como cogumelos naquele país. Ao olharmos hoje a Rússia, é impossível não sentir saudades de Mikhail Gorbatchov e estabelecer um paralelo com Lenine, Trotsky, Estaline ou Hitler é muito fácil. Espero que a população russa continue a manifestar-se e a pressionar Putin. Apesar de tentar controlar a comunicação e dos discursos que profere “para dentro”, os russos sempre vão conseguindo acompanhar os acontecimentos pelas redes sociais. Chegam-lhes outras versões e lá vão descobrindo a verdade… Desejo que perseverem nas contestações.

            Como europeia, sinto-me envergonhada e como portuguesa, não conto para nada. Não sendo politóloga, observo uma europa sempre titubeante, muito atrasada nas medidas, sempre muito cautelosa, cheia de “paninhos quentes” para não agredir o oligarca doido. O que esperamos?! Não nos iludamos. Economicamente, as sanções terão consequências enormes para nós, europeus, porém, há momentos em que a única coisa decente a fazer é defender a verdade, a democracia, a liberdade e o direito à autodeterminação dos povos. A Europa não está a ser digna. A comunidade internacional abandonou a Ucrânia. Deixou-os às mãos do insano… Espero que a União Europeia tenha aprendido a lição. Quem tem como vizinho um Putin não pode adormecer nas questões da segurança nem na defesa da liberdade e da democracia. Fica mais do que provado de que é necessário lutar diariamente pela preservação destes valores, baluarte da civilização ocidental. Depois, abro a boca de espanto por haver gente a culpar os Estados Unidos da América pelo conflito! Não sejamos ingénuos… Os Estados Unidos já cometeram ingerências perniciosas noutros países? Já. Sempre com objetivos económicos, naturalmente. Porém, nestas circunstâncias, há um psicopata chamado Putin que sente uma profunda nostalgia em relação à EX-URSS, que quer recuperar. Dividir para reinar é sempre melhor. Consegui-lo-á, se a Europa não se fizer firme! Putin não compreendeu que a humanidade deverá caminhar para a fraternidade e abandonar ideias tontas de imperialismos que cheiram a bafio! As fronteiras estão delimitadas e deverão ser respeitadas. Putin tem de ser travado, caso contrário nunca mais a Europa terá sossego, pois viverá sempre sob uma ameaça latente…

            Sirva a guerra para a União Europeia compreender que precisa de um exército europeu, para não depender exclusivamente da NATO e dos Estados Unidos. Quando se pressente que há um mitómano ensandecido e que sempre poderá surgir um para desestabilizar o que custou tantos anos a erguer, há que encontrar meios para defender os nossos valores, o nosso modo de vida, a nossa liberdade! A situação justificaria um tiranicídio. Quem sabe? Com os homens do politburo nunca se sabe. São lobos que se atacam e se comem dentro da própria alcateia. A questão é saber quem lhe seguiria…

            Desejo ardentemente que o conflito possa cessar e que os ucranianos possam permanecer livres. O apoio à Ucrânia começa a ser mais efetivo, porém, não sei se será suficiente. Una-se o mundo contra Putin! Faça-o perceber que ele, isolado, nada pode. Mostre-se, definitivamente, que assassinos não têm lugar no cenário político. Aproveitemos a onda e levemos mais alguns com ele que cá não fariam qualquer falta!

            Aos ucranianos, a minha solidariedade. Admiração e respeito pela coragem do Presidente Volodymyr Zelenskyy e do seu povo.

            Glória à Ucrânia!

 

Nina M.