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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Desalento


Vivo uma caixa vazia
Amarrotada e velha
Desferida a golpes

Sobejam longos silêncios
A temperar a alma
A forjar a calma

Já houve sonho e esperança
Até amor
Onde sobram migalhas

Intrépidas solidões
Que insistem ficar
Um sorriso desmaiado

Porque o sol que nem aquece
Deitou-se noutros poentes
Sobre outras marés

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