Num cerimonial nosso,
Repetido a cada manhã,
Mias-me junto à porta,
À espera do maná.
Repetido a cada manhã,
Mias-me junto à porta,
À espera do maná.
Saciada a fome urgente,
Em voltas em meia-lua,
Saltitas roças-te todo
Nas minhas pernas nuas.
Por vício ou ritual,
Olhas-me com olhos doces,
De um azul sem igual,
Grato pelo que te trouxe.
Mimas-me com a cauda,
A cabeça e nariz frio,
Numa dança matinal
Com a qual sempre rio.
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